A presidente Dilma Rousseff conseguiu adiar, para março de 2013, a discussão
sobre mudanças no fator previdenciário, mecanismo redutor de aposentadorias pelo
INSS. Na terça (4/11), ao mesmo tempo em que as centrais sindicais retomaram a
mobilização para pressionar o governo e o Congresso a votarem o fim do fator, o
presidente da Câmara, Marco Maia (PT-RS), acertou com os líderes partidários a
criação de uma comissão especial, formada por 28 deputados, para tratar do tema.
Enquanto isso, dirigentes das centrais sindicais, em defesa da votação de uma
proposta alternativa ao fator ainda este ano, foram ao Palácio do Planalto
solicitar uma audiência com Dilma. Pedido ainda sem resposta.
A
mobilização dos sindicatos, agora, é pela votação da proposta consolidada pelo
deputado licenciado Pepe Vargas (PT-RS) – atual ministro de Desenvolvimento
Agrário – que prevê a instituição da chamada fórmula 85/95 no lugar do atual
fator previdenciário. Por essa fórmula, a aposentadoria pelo INSS (o teto hoje é
R$ 3,9 mil) se daria quando a soma de idade e tempo de contribuição alcançasse
85 anos, para mulheres, e 95, para homens.








































