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Info Comerciário 195/2019

sexta-feira, 9 de agosto de 2013

VITÓRIA: Drogaria SP tem prazo para voltar a pagar PLR

A Fecomerciários, os Sinprafarmas e os  Sincomerciários que representam os práticos de farmácia em suas bases obtiveram uma grande vitória na quinta-feira (8/8) contra a Drogaria São Paulo, que decidiu trocar o pagamento de PLR por uma cesta básica de R$ 43,00 e ainda descontar 20% do valor do benefício do holerite do trabalhador.

Em reunião na Procuradora Regional do Trabalho da 2ª Região, do Ministério Público do Trabalho (MPT), o procurador do trabalho Bernardo Leôncio Moura Coelho concedeu prazo de dez dias para a Drogaria SP manifestar sua intenção de reimplantar o PLR, via Acordo Coletivo com a Fecomerciários. A Federação foi representada pelo seu diretor de Assuntos Trabalhistas e Jurídicos, Arnaldo Azevedo Biloti.

Se a Drogaria SP decidir voltar a pagar PLR aos seus empregados, a Fecomerciários vai discutir a bases do acordo. Se não, o MPT vai entrar com ação solicitando o cumprimento desse direito baseado no Precedente Normativo 35 do TRT da 2ª Região, que estabelece o prazo de 60 dias à empresa para implantar medida que trata da Participação dos seus Lucros ou Resultados, conforme determina a Constituição Federal, regulamentada pela Lei 10.101/2000.

Em todo o Brasil
Além disso, o procurador do trabalho determinou que a Drogaria SP, por ser empresa nacional, estenda o pagamento da PLR em todas as suas unidades no Brasil, por força da Orientação Jurisprudencial 130 (OJ) determinar esse direito.

Mulher ainda não é vista como provedora e ganha menos por isso

Estatísticas comprovam que mesmo quando as mulheres possuem mais tempo de estudos que os homens, ainda ganham menos. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o rendimento médio das mulheres é de R$ 1.340 e o dos homens é de R$ 1.850. O boletim Mulher e Trabalho, divulgado em março pelo Dieese e pela Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados (Seade), revelou que apesar das mulheres terem aumentado sua participação no mercado de trabalho em 2012 – 56,1% delas estavam empregadas no ano passado – seu salário equivalia a 77% dos homens, por hora.

Para pesquisadores da área de gênero, a desigualdade salarial está ligada à cultura social que vê a mulher apenas como alguém que apenas contribui em parte com os recursos em casa, enquanto o homem ainda é considerado o principal provedor. "Mesmo quando as mulheres são vistas como pessoas de capacidade, são vistas como alguém que não necessita de tanto quanto os homens, porque ele é visto como provedor, do qual a família depende e a mulher é vista como complementadora", afirma a filosofa e pesquisadora Dulce Magalhães.

De acordo com ela, atualmente 40% das famílias dependem do salário da mulher e cerca de 20% delas têm a mulher como principal provedora. Ela afirma que os processos de seleção no mercado de trabalham passam, muitas vezes, por crivos preconceituosos. “Entre duas pessoas com mesma qualificação, o homem terá preferência sobre a mulher, o mais jovem terá preferência sobre o mais velho, o mais magro vai ter preferência sobre o mais gordo. Estes processos de seleção da cultura acontecem de várias formas e a mulher perde muitas vezes, porque há preferência sistêmica pelo homem.”
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