Info Comerciário 195/2019

segunda-feira, 15 de julho de 2013

O dia em que a 25 de Março parou!

O Dia Nacional de Luta, 11 de Julho, fechou as lojas do maior centro de comércio popular do Brasil. A Rua 25 de Março (Capital paulista), e arredores, mantiveram suas portas fechadas em apoio aos mais de dois mil manifestantes ligados ao movimento sindical comerciário do Estado. O ato unitário contou com as presenças dos Sindicatos dos Empregados no Comércio de São Paulo, Bragança Paulista, Cotia e Mogi das Cruzes e dos Práticos de Farmácia de São Paulo. 

Este fato inédito no movimento comerciário compôs um protesto idealizado pelas Centrais Sindicais que reverberou em todo o Brasil. Os Sindicatos dos Comerciários e dos Práticos de Farmácia da Grande São Paulo, Interior e Baixada Santista também aderiram aos protestos em suas regiões.

“Unidos Somos Mais Fortes”
Confesso que foi emocionante ver os funcionários diante das lojas com as portas baixadas, batendo palmas, recebendo e lendo nas calçadas os panfletos intitulados “Unidos Somos Mais Fortes”. O que se viu na pacífica passeata que percorreu 4,2 quilômetros (da 25 de Março até o Masp, na Paulista), foi a demonstração do forte poder de mobilização e de organização dos trabalhadores liderados pelo presidente Ricardo Patah e diretoria, bem como dos dirigentes da nossa Federação.

Em meio à multidão, que caminhava atrás da faixa abre alas do movimento, e ao ouvir palavras de ordem vindas do caminhão de som (repetidas em coro pelas pessoas), tivemos a certeza que a partir deste 11 de Julho de 2013 a 25 de Março não seria mais a mesma. E não será!

Para o sindicalismo comerciário, as manifestações do 11 de Julho também reiteram as reivindicações comerciárias, principalmente diante da Campanha Salarial Unificada 2013, por aumento real, reajuste digno, PLR e avanços nas cláusulas sociais.

Diálogo
Não tenho dúvida que o clamor das ruas foi ouvido pelos Poderes Executivo, leia-se presidenta Dilma Rousseff, e Legislativo, entenda-se deputados federais e senadores. Respaldados pelos exemplos de união e de força que colocamos nas ruas nesta decisiva quinta-feira, quero crer que abrimos uma frente de diálogo com o Governo Federal, que ainda não fez cumprir a Agenda da Classe Trabalhadora, constante na Conclat/ 2010 e da 7ª Marcha das Centrais a Brasília, dia 6 de março.

Caso haja intransigência das partes governamentais e patronais diante das nossas reivindicações, agosto, verdadeiramente, poderá ser o mês do desgosto, como dizem, inclusive com greve geral! Parabéns à unidade e à organização do movimento sindical brasileiro por esse histórico 11 de Julho.

Luiz Carlos Motta
Presidente da Federação dos Comerciários do Estado de São Paulo (Fecomerciários)
Tesoureiro da Força Sindical e da Confederação Nacional dos Trabalhadores no Comércio (CNTC)

15 de Julho - Dia do Homem no Brasil

No Brasil, desde 1992 de forma não oficial, o Dia do Homem é comemorado em 15 de Julho,  A data oficial, o Dia Internacional do Homem é um evento internacional celebrado em 19 de Novembro de cada ano. As comemorações foram iniciadas em 1999 pelo Dr. Jerome Teelucksingh em Trinidad e Tobago, apoiadas pela Organização das Nações Unidas (ONU) e vários grupos de defesa dos direitos masculinos da América do Norte, Europa, África e Ásia. Independente da oficialização da data, é uma boa idéia para  incentivar a melhoria  da saúde dos homens (especialmente dos mais jovens), avançar na relação e igualdade entre gêneros e destacar papéis positivos de homens.

Homem, cuide de sua Saúde!
Lembre: a cada três mortes de adultos, duas são de homens. Com uma perspectiva de vida menor, cerca de sete anos e meio a menos que as mulheres, o homem é acometido, com maior incidência, por infartos do miocárdio e acidentes vasculares cerebrais (AVC). Pneumonia, cirrose e diabetes também estão entre as principais doenças adquiridas por indivíduos do sexo masculino. Além disso, segundo o Instituto Nacional do Câncer (Inca), o câncer de próstata é uma das causas mais frequentes de mortes, com o crescimento de 120% nos últimos 34 anos.

Após jornada, centrais indicam novos protestos em agosto

O Dia Nacional de Lutas fortaleceu o sentido de unidade entre a classe trabalhadora, chamou a atenção para pautas que são de toda a sociedade e preparou o terreno para novas manifestações, caso Congresso e governo federal insistam em manter as negociações sobre as reivindicações estagnadas. Estas foram as conclusões dos dirigentes das centrais sindicais após o encerramento de ato público na Avenida Paulista, que encerrou a mobilização desta quinta-feira (11) em São Paulo.

30 de agosto
As centrais voltaram a se reunir nesta sexta-feira (12) na sede da Força Sindical, em São Paulo e resolveram estabelecer um prazo para que o governo federal negocie as reivindicações. Se não houver vontade de diálogo por parte da.s autoridades, os dirigentes irão realizar o Dia Nacional de Paralisação, que foi marcado para 30 de agosto.

Terceirização
Também ficou decidido que dia 6 de agosto as Centrais farão atos em frente às entidades empresariais nos Estados para cobrar a retirada da pauta do Congresso Nacional do Projeto de Lei 4.330, que amplia a terceirização. 

Pauta

É urgente para os trabalhadores que os seguintes itens sejam atendidos: fim da terceirização abusiva; redução da jornada para 40 horas semanais, sem redução de salário; 10% do PIB para educação; 10% do Orçamento da União para a saúde; fim do Fator Previdenciário.
Fonte: Fecomerciários
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