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Info Comerciário 195/2019

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

Retrocesso dos direitos trabalhistas

LUIZ CARLOS MOTTA 

Presidente da Fecomerciários e da UGT-SP

Anunciadas no final do ano passado, as medidas provisórias nº 664 e nº 665 dificultam o acesso à concessão de benefícios trabalhistas fundamentais para a segurança financeira do trabalhador e de seus dependentes. São afetados pelas medidas direitos como abono salarial, seguro-desemprego, pensão por morte e auxílio-doença.

Se aprovadas pelo Congresso, as novas regras terão um impacto maior exatamente nas classes que mais necessitam desse amparo.

A mudança no seguro-desemprego, que torna obrigatórios 18 meses de trabalho anteriores à sua primeira solicitação, por exemplo, pode ser um golpe na estabilidade econômica dos trabalhadores que estão começando suas carreiras.

Podemos utilizar como exemplo a categoria comerciária, que é predominantemente composta por jovens – cerca de 28% dos comerciários têm de 18 a 24 anos e 19% estão entre 25 e 29 anos.

Os jovens do comércio, de maneira geral, estão em seu primeiro emprego, buscando estabilidade e independência financeira, seja para arcarem com estudos e especializações ou mesmo para ajudar no sustento das famílias.

Em uma realidade econômica como a nossa, com alta inflação e um risco de desemprego elevado, esses trabalhadores são os mais afetados pela mudança no benefício.


Centrais sindicais marcam para março atos contra MPs

As centrais sindicais organizam dois grandes atos para março contra as medidas provisórias 664 e 665, que dificultam o acesso a direitos trabalhistas e previdenciários. Nomeadas de “Jornada de Lutas”, os atos acontecem no dia 2 e 18. 

No dia 2 (segunda-feira), os protestos serão realizados em frente as superintendências regionais do Ministério do Trabalho e Emprego, nas capitais. Serão atividades para chamar a atenção da sociedade e mostrar que naquela data começa a vigorar a legislação que prejudica trabalhadores desempregados. Em 18 de março (quarta-feira), uma manifestação será organizada diante do Parlamento. O ato programa para o dia 26 foi cancelado.

Nepotismo não é legal!

Conselho Nacional de Justiça - CNJ

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